segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tricolores rezam pela liberação de Jobson

ATarde





     Foram necessários menos de 90 minutos para a torcida tricolor ficar empolgada com a nova dupla de ataque: Jobson e Júnior. O desembarque em Salvador após a primeira vitória na Série A, 1 a 0 sobre o Fluminense, no sábado, 18, referenda a afirmação. Dos dez jogadores que chegaram (o restante do elenco ficou no Rio de Janeiro e se reapresenta nesta segunda-feira, 20, à tarde), o agora ‘Anjo Tricolor’ foi o mais assediado, disparadamente.
     Em meio a pedidos de fotos, autógrafos e muita gritaria, o atacante fez questão de alertar aos desavisados. “Pô, ainda me chamam de diabo? Não existe mais isso. Agora, sou o Anjo Tricolor”, dizia Júnior, sorridente, indagando depois. “Que torcida é essa? Domingo, mais de 50 pessoas aqui. Sensacional.”
     Porém, o semblante de felicidade ganhou contornos de preocupação ao ser questionado pelo      torcedor  Paulo José. Assim como boa parte dos tricolores presentes ao saguão do aeroporto, o administrador queria saber: “cadê Jobson?“
     Com julgamento marcado esta terça-feira, 21, na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, o paraense em veio com a delegação. Ficou no Rio de Janeiro, de onde viajou domingo, 19, para o país europeu, acompanhado pelos advogados Carlos Portinho, Marcos Mota e Anibal Segundo (do Botafogo).
Oração - Jobson será julgado na Suíça por causa do doping em 2008 que acusou uso de cocaína. A CAS vai avaliar a redução de pena conferida  pelo STJD, de dois anos para seis meses – já cumprida.  
     “É o momento de orar e pedir ao bom Deus que interceda por ele. Antes de retornarmos, nós conversamos. Eu falei: ‘Moleque, vai na fé que tudo dará certo’. Ele estava bastante emocionado e rezava [Jobson é evangélico]”, contou Júnior, agora o dono da camisa 99 do Esquadrão.
     A decisão da CAS sai em até 60 dias. Dessa forma, mesmo que seja punido, o artilheiro tricolor na Série A, com três gols, teoricamente pode atuar pelo time até a 18ª rodada. Boa notícia para Júnior, que, confiante, já pensa na alcunha da dupla.
     “Bonde? Não gosto. Corrente da fé? Pode ser, sei lá. Aceito sugestões”, brincou o atacante, que, assim como Jobson, tenta no Bahia se refazer na carreira. Para tanto, apega-se à fé. “Passei por um momento chato no Ceará. Fiquei na reserva, ninguém gosta. Orei por dias melhores. Graças a Deus, chegaram. Ele [Jobson] teve esse caso do doping. Dispensa do Atlético-MG, enfim. Agora, também está dando a volta por cima.”
     Para Júnior, a forma como foi a estreia com o manto azul, vermelho e branco acabou sendo um sinal divino. O atacante entrou no lugar de Souza, que saiu machucado logo aos 30 segundos de jogo e, nesta segunda, passará por exame de imagem. “Eu não tinha nem sentado no banco de reservas. Pretendo agarrar a oportunidade”, destacou.

Título da base - Neste domingo, 19, o time sub-15 do Bahia se sagrou campeão da Copa Nike, em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Na decisão, o tricolor venceu o Santos por 1 a 0, com um gol de Gabriel Ramos

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