A renovação de contrato de D'Alessandro, confirmada nesta quinta-feira, não passou apenas por seus gols, títulos e boas atuações dentro de campo. Em três anos de clube, o argentino foi além de um expoente técnico. Fora dos gramados, o camisa 10 colorado também se transformou em protagonista e mostrou sua importância ao ser referência em viagens ao Exterior, cativar o público jovem e ainda por provocar e castigar o maior rival com gols e o seu drible "la boba". A extensão do vínculo do jogador até 2015 apenas confirma a inevitável sensação de que, no momento, não há outro dono para a camisa 10 colorada.
E pensar que D'Alessandro esteve nos planos do estádio Olímpico. Em janeiro de 2008, meses antes de desembarcar no Beira-Rio, o argentino foi sondado pelo Grêmio. O então diretor de futebol Rodrigo Caetano tentou um empréstimo ao Zaragoza, da Espanha. Nada feito. Os valores eram impraticáveis para o Tricolor. O alerta soou no Beira-Rio, que conseguiu comprar os direitos do atleta por 5 milhões de dólares.
E pensar que D'Alessandro esteve nos planos do estádio Olímpico. Em janeiro de 2008, meses antes de desembarcar no Beira-Rio, o argentino foi sondado pelo Grêmio. O então diretor de futebol Rodrigo Caetano tentou um empréstimo ao Zaragoza, da Espanha. Nada feito. Os valores eram impraticáveis para o Tricolor. O alerta soou no Beira-Rio, que conseguiu comprar os direitos do atleta por 5 milhões de dólares.
Estreou justamente num Gre-Nal, válido pela Sul-Americana. O clássico, aliás, seria o seu grande passaporte de entrada no coração dos colorados. Em 12 Gre-Nais até então, marcou cinco gols. Para o procurador responsável pela contratação do jogador em 2008, esse é o seu grande diferencial.
— Jogador da Dupla tem que se destacar em Gre-Nal — defende Fernando Otto, que se tornou amigo pessoal do argentino. — Ele é o termômetro do time em campo. Quando ele está bem, o resto do time também joga melhor.
Camisa 10 clássico, é peça rara no mercado da bola. Com isso, oportunidades não faltaram para D'Alessandro deixar o Beira-Rio. As boas atuações de vermelho lhe renderam sondagens de clubes do Exterior, sobretudo dos endinheirados Emirados Árabes Unidos. Quando Tite o afastou do grupo em 2009, as especulações sobre sua saída aumentaram. Mas não vingaram. D'Alessandro tem motivos de sobra para ficar no Inter e estender cada vez mais o contrato. Está plenamente adaptado a Porto Alegre, uma cidade semelhante a Buenos Aires, garante Otto. Além disso, está a uma hora e 10 minutos de sua cidade natal. Caseiro, D'Alessandro dedica seu tempo a esposa Erica e aos filhos Martina e Santino. Como bom argentino, não recusa uma parrillada com os conterrâneos Guiñazu, Cavenaghi e Bolatti.
Tranquilo fora do campo, D'Alessandro apresenta temperamento explosivo nos gramados. O pavio curto o acompanha desde os tempos de futebol europeu. No Inter, já colecionou pelo menos 10 polêmicas. A mais recente foi com o próprio companheiro. Brigou com Juan num treino e acabou expulso da atividade por Falcão. Mesmo temerário, o comportamento instável e espontâneo de D'Alessandro acaba estreitando ainda mais a sua relação com o torcedor. Segundo Otto, é uma forma de mostrar envolvimento com os objetivos do clube.
— Os adversários acabam visando mais D'Alessandro por ele ser argentino — defende Otto, sobre as provocações dos rivais.
Mas carinho da torcida não basta. E, no Inter, D'Alessandro tem alta valorização salarial. À exceção de um seleto grupo de clubes europeus, há poucos que pagam os rendimentos vistos no Brasil, garante Fernando Otto. Mais um motivo para D'Alessandro fincar pé na Capital. A identificação com o clube ganha também respaldo comercial. O argentino é um dos jogadores mais requisitados para ser o garoto-propaganda da marca Inter. Rodeado pela criançada ao final de cada treino, D'Alessandro é ídolo teen, e o clube busca aproveitar a imagem do atleta a essa faixa etária, dos 12 aos 18 anos. Virou boneco em miniatura, modelo da marca de roupas Inter Red e ainda estrela comerciais de telefonia móvel em TV e rádio. Na loja oficial do clube, arremata a preferência dos consumidores.
— Cerca de 90% dos torcedores pedem para colocar o nome do D'Alessandro na camiseta — estima Gilberto Ferreira, gerente da loja.
— Assim como seu público, D'Alessandro é jovem. Os produtos são a cara dele. E os jovens se espelham no ídolo — avalia o diretor de marketing Jorge Avancini.
O nome de D'Alessandro também ressoa fora do país. Nas viagens do clube, é no argentino que são despejados todos os holofotes da imprensa estrangeira. Depois de conquistar a Libertadores, foi eleito em 2010 o melhor jogador da América por um jornal uruguaio. Em abril, causou alvoroço ao desembarcar em Montevidéu para o confronto diante do Peñarol. Os jornalistas se derramaram em elogios: "O 'Rei da América' passeará, de qualquer forma, sua talentosa (perna) canhota pelo gramado do estádio", descreveu o Ovación.
D'Alessandro surge, portanto, como grande opção para a internacionalização da marca do clube. Resta ao Inter aproveitar as oportunidades dessa visibilidade e "viajar nessa onda" do embaixador colorado, acredita Avancini. O compromisso também parte de D'Alessandro:
— Agora, renova-se tudo e o objetivo é manter o Inter no primeiro nível do futebol brasileiro e entre os melhores do mundo.
— Jogador da Dupla tem que se destacar em Gre-Nal — defende Fernando Otto, que se tornou amigo pessoal do argentino. — Ele é o termômetro do time em campo. Quando ele está bem, o resto do time também joga melhor.
Camisa 10 clássico, é peça rara no mercado da bola. Com isso, oportunidades não faltaram para D'Alessandro deixar o Beira-Rio. As boas atuações de vermelho lhe renderam sondagens de clubes do Exterior, sobretudo dos endinheirados Emirados Árabes Unidos. Quando Tite o afastou do grupo em 2009, as especulações sobre sua saída aumentaram. Mas não vingaram. D'Alessandro tem motivos de sobra para ficar no Inter e estender cada vez mais o contrato. Está plenamente adaptado a Porto Alegre, uma cidade semelhante a Buenos Aires, garante Otto. Além disso, está a uma hora e 10 minutos de sua cidade natal. Caseiro, D'Alessandro dedica seu tempo a esposa Erica e aos filhos Martina e Santino. Como bom argentino, não recusa uma parrillada com os conterrâneos Guiñazu, Cavenaghi e Bolatti.
Tranquilo fora do campo, D'Alessandro apresenta temperamento explosivo nos gramados. O pavio curto o acompanha desde os tempos de futebol europeu. No Inter, já colecionou pelo menos 10 polêmicas. A mais recente foi com o próprio companheiro. Brigou com Juan num treino e acabou expulso da atividade por Falcão. Mesmo temerário, o comportamento instável e espontâneo de D'Alessandro acaba estreitando ainda mais a sua relação com o torcedor. Segundo Otto, é uma forma de mostrar envolvimento com os objetivos do clube.
— Os adversários acabam visando mais D'Alessandro por ele ser argentino — defende Otto, sobre as provocações dos rivais.
Mas carinho da torcida não basta. E, no Inter, D'Alessandro tem alta valorização salarial. À exceção de um seleto grupo de clubes europeus, há poucos que pagam os rendimentos vistos no Brasil, garante Fernando Otto. Mais um motivo para D'Alessandro fincar pé na Capital. A identificação com o clube ganha também respaldo comercial. O argentino é um dos jogadores mais requisitados para ser o garoto-propaganda da marca Inter. Rodeado pela criançada ao final de cada treino, D'Alessandro é ídolo teen, e o clube busca aproveitar a imagem do atleta a essa faixa etária, dos 12 aos 18 anos. Virou boneco em miniatura, modelo da marca de roupas Inter Red e ainda estrela comerciais de telefonia móvel em TV e rádio. Na loja oficial do clube, arremata a preferência dos consumidores.
— Cerca de 90% dos torcedores pedem para colocar o nome do D'Alessandro na camiseta — estima Gilberto Ferreira, gerente da loja.
— Assim como seu público, D'Alessandro é jovem. Os produtos são a cara dele. E os jovens se espelham no ídolo — avalia o diretor de marketing Jorge Avancini.
O nome de D'Alessandro também ressoa fora do país. Nas viagens do clube, é no argentino que são despejados todos os holofotes da imprensa estrangeira. Depois de conquistar a Libertadores, foi eleito em 2010 o melhor jogador da América por um jornal uruguaio. Em abril, causou alvoroço ao desembarcar em Montevidéu para o confronto diante do Peñarol. Os jornalistas se derramaram em elogios: "O 'Rei da América' passeará, de qualquer forma, sua talentosa (perna) canhota pelo gramado do estádio", descreveu o Ovación.
D'Alessandro surge, portanto, como grande opção para a internacionalização da marca do clube. Resta ao Inter aproveitar as oportunidades dessa visibilidade e "viajar nessa onda" do embaixador colorado, acredita Avancini. O compromisso também parte de D'Alessandro:
— Agora, renova-se tudo e o objetivo é manter o Inter no primeiro nível do futebol brasileiro e entre os melhores do mundo.

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